CRÍTICA | Perfeita é a Mãe

by Thiago de Mello

Perfeita é a mãe é um filme me deu a impressão errada durante a campanha de divulgação. Ao ver o nome da dupla Jon Lucas e Scott Moore (escritores e diretores da trilogia Se Beber, Não Case) imaginei mais um filme de pessoas bebendo e vivendo inusitadas situações. Ao ver o trailer, notei que o filme é voltado a explorar, da maneira tresloucada de Lucas e Moore, as dificuldades e responsabilidades da maternidade. E ao sair do cinema percebi que o filme é isso tudo, mas também almeja reconhecer e agradecer às mães por todo o trabalho.

Amy Mitchell (Mila Kunis) tenta ser a mãe perfeita. Ela trabalha, cuida da casa, dos filhos e de tudo mais que precisar. Até que após um dia bastante ruim, resolve ir ao bar, onde conhece Kiki (Kristen Bell), uma mãe solitária, tímida e recatada, e Carla (Kathryn Hahn), mãe solteira e alucinada. Juntas, decidem decretar guerra contra a ideia de mães perfeitas. Isso acaba gerando o conflito com a Gwendolyn (Christina Applegate), uma convencional líder da Associação de Pais e Mestres da escola de seus filhos e “mãe perfeita”.

Perfeita é a Mãe é um filme de momentos distintos. Alguns funcionam muito bem, outros nem tanto. A comédia desbocada é um dos grandes acertos, principalmente por conta de Kathryn Han. A atriz se diverte no papel e proporciona diálogos e frases de efeito bastante engraçados. Kristen Bell também consegue bons momentos. Mila Kunis é quem faz o trabalho mais simples, mesmo sendo a protagonista. A história foca nela, mas são as amigas que conseguem fazer rir.

O elenco de apoio é funcional, com poucos momentos de brilho. Christina Applegate está um pouco mais contida, fazendo o papel da antagonista. Mas a atriz continua carismática e consegue fazer o que se espera dela. Quem consegue bons momentos é Clark Duke, que interpreta Dale, o chefe de Amy Mitchell. O ator personifica bem o clichê dos jovens chefes de empresa.

Já o arco dramático do filme, na maioria das vezes, atrapalha o andar da história. Ainda assim, funciona como alguns leves momentos de reflexão sobre as dificuldades do dia a dia da mulher. Poderiam até funcionar melhor, se não fosse o excesso de sentimentalismo que em alguns momentos torna o filme brega, principalmente no final.

Perfeita é a Mãe pode parece ser direcionado apenas ao público feminino, fazendo piadas sobre pênis, sutiãs ou homens. Mas parte do charme do filme está em transcender essa ideia básica de gênero e conversar com todo mundo que teve uma mãe que, com falhas ou não, sempre se preocupou e tentou fazer o que pensava ser o melhor para seus filhos. Infelizmente, o filme erra no tom, mudando drasticamente da irreverência para o sentimentalismo exagerado. Mas ainda assim, o resultado final é positivo.

Perfeita é a Mãe estreia nessa quinta-feira, dia 11.

Vai ver o filme? Gostou da crítica? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe! O Sete agradece! =D

 


 

TRAILER

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