Os melhores documentários da década

by João Rafael

Nunca me canso de repetir que o documentário é um gênero fascinante. Muitas vezes ainda subestimado por boa parte do público, não é incomum ele ser rebaixado a um patamar inferior, especialmente naquela famosa pergunta: “é documentário ou é filme?”. Talvez por estar acostumado a um formato bem tradicional, o espectador tende a associá-lo a uma limitação burocrática de exposição de fatos, como se o trabalho por trás de sua realização fosse menos digno de nota em comparação com uma ficção.

Mesmo ignorando a tarefa penosa de juntar material e pesquisa só para fundamentar qualquer que seja o conteúdo, essa impressão seria naturalmente equivocada. Fora isso – e mais importante ainda –, está todo o outro lado do documentário: a construção de uma narrativa. Similar a uma ficção, a estrutura não leva em conta só o conteúdo, mas sim a forma como ela é apresentada. As imagens e personagens são reais, mas a manipulação (não no sentido negativo) da linguagem está sempre lá em prol de um ponto de vista, seja ou não perceptível. Não, ele não é imparcial. O bom documentário, além de expor fatos, causa reflexões resultantes da expressão do autor – e o melhor, usa o poder da empatia para isso ao usar o mundo real como universo e as pessoas e suas histórias como protagonistas, com todas as jornadas e tramas que pareceriam absurdas se não fossem verídicas.

Vou ignorar o fato de que a década só termina no fim desse ano e aproveitar para fazer uma seleção dos 20 melhores documentários de 2010 para cá. A lista não tem ordem de preferência, por isso todos os que estão nela tiveram um impacto semelhante cujo grau de importância não caberia num ranking subjetivo, ainda mais com tantas propostas e estilos diferentes. Ao final, sobra espaço para mais outras indicações excelentes como menções super honrosas.

E também deixei de fora as séries e minisséries documentais (farei outra lista pra elas).

1 – Lixo Extraordinário (João Jardim, Karen Harley e Lucy Walker / Brasil e Reino Unido / 2010)

Indicado na categoria no Oscar de 2010, o projeto teria como foco a história do artista plástico brasileiro Vik Muniz, usando como inspiração um trabalho no aterro Jardim Gramacho (RJ), hoje fechado. Ao conhecer vários catadores de materiais recicláveis, os diretores passaram a retratar suas vidas árduas e expostas aos perigos de um lixão a céu aberto. No meio das dificuldades, a arte nasce dos rejeitos e os artistas são aqueles que estavam escondidos dos olhos de todos. (Telecine Play)

2 – Senna (Asif Kapadia / Reino Unido / 2010)

Na definição, esse é o típico documentário biográfico de grandes figuras do esporte. Dirigido pelo britânico Asif Kapadia (Amy, Diego Maradona), seu personagem não é só venerado aqui em nossa terra, mas também considerado um mito do automobilismo no mundo todo. Embora o interesse seja obviamente elevar o esportista, o longa não deixa de examinar o lado humano de Ayrton Senna, desde a ferocidade da pista (que vai do arrojado, mas que podia beirar ao irresponsável) até a santificação pela mídia, cuja imagem nem sempre mostrava as polêmicas e a personalidade difícil. Até para quem não gosta das corridas, vale muito a pena conferir o resultado. (Claro, Looke, Google Play e iTunes)

3 – Catfish (Ariel Schulman e Henry Joost, EUA, 2010)

Esse realmente fiquei na dúvida se incluía ou não aqui. Primeiro, a história: Nev, um fotógrafo de 24 anos, conhece uma mulher, Megan, pela internet e um relacionamento no Facebook se inicia. A conexão (…) é imediata e a garota compartilha gostos similares e sua personalidade encanta rapidamente o rapaz. Aí vem o inevitável: chega a hora de se conhecerem pessoalmente e o documentário acompanha Nev enquanto se prepara para viajar ao encontro de Megan. Acontece que algo está errado nessa história toda e a desconfiança de que ela não é quem diz ser só cresce. O filma toma um rumo inesperado e as surpresas vão revelando uma realidade deprimente. A grande polêmica é que a veracidade do que é mostrado foi questionada logo depois de sua estreia. Os diretores foram acusados de atuar a farsa para criar a ilusão de uma realidade chocante. Provavelmente isso é verdade, o que pode decepcionar compreensivelmente o público, mas é inegável que ele me causou reflexões que ficaram comigo muito tempo depois. (Home vídeo)

4 – A Vida Em Um Dia (Kevin McDonald / EUA / 2011)

A premissa simples de juntar aproximadamente 80.000 mil vídeos do Youtube enviados por usuários ao redor do mundo resulta em uma narrativa tão poderosa que se fosse ficcional soaria inofensiva. Percorrendo 24 horas do dia (não em tempo real, já que o filme tem apenas 95 minutos), a ideia é montar um recorte de cada período do dia a partir da visão de culturas e classes sociais completamente distintas. Mais um que me marcou, especialmente sua bela cena final. (Home vídeo)

5 – Projeto Nim (James Marsh / Reino Unido / 2011)

Nim é um chimpanzé que foi criado como uma criança humana a partir de um experimento realizado na década de 70. A premissa parece ficção, mas aconteceu de verdade. O professor de psicologia e psiquiatria Herbert S.Terrace tinha como objetivo ensinar o animal a se comunicar com uma variedade de linguagem baseada na língua de sinais americana. A história é uma tocante reflexão sobre a sensibilidade dos animais e a relação deles com os seres humanos. (iTunes)

6 – George Harrison: Living in the Material World (Martin Scorsese / EUA / 2011)

Martin Scorsese já havia mostrado que também dominava a arte dos documentários biográficos de músicos (Rolling Stones: Shine a Light, No Direction Home: Bob Dylan, O Último Concerto de Rock) quando veio com o seu melhor. Ao invés de fazer o esperado e falar sobre Paul McCartney ou John Lennon, ele escolheu o quiet beatle George Harrison. As quatro horas de duração não cansam e te fazem admirar ainda mais tanto a melhor banda de todos os tempos quanto o talento individual daquele que ficou quase sempre em 2º plano. (Home vídeo)

7 – Paraíso Perdido 3: Purgatório (Bruce Sinofsky e Joe Berlinger / EUA / 2011)

Você pode estranhar um pouco o motivo de eu ter escolhido um 3º filme de uma trilogia como exemplar na lista. Fora o fato de ter sido lançado nessa década, ele termina a incrível história do Trio de West Memphis iniciada no primeiro filme de 1996, seguido por outro em 2000. Se gosta de documentários criminais, a trilogia é obrigatória. É impossível passar incólume ao caso de Damien Echols, Jason Baldwin e Jessie Misskelley, condenados a partir de um julgamento pra lá de duvidoso pelo cruel assassinato de 3 crianças em 1993. Além de investigar com detalhes o caso, o filme ainda discute inúmeros temas, que vão das falhas do sistema criminal americano em todas as suas fases até o impacto da própria produção na vida dos envolvidos. (HBO GO)

8 – Raul – O Início, o Fim e o Meio (Evaldo Mocarzel e Walter Carvalho / Brasil / 2012)

O fato de Raulzito ser o artista que me levou a gostar de rock quando criança provavelmente influenciou bastante nessa escolha. Porém, não é só pelo meu viés pessoal de fã, mas Walter Carvalho e Evaldo Mocarzel fazem muito mais que uma recapitulação biográfica de Raul Seixas. A investigação do talento, das diversas fases da carreira, os altos e baixos e a importância para a música brasileira são os elementos obrigatórios. Há, além disso, uma lupa direcionada ao mito que transformou sua figura numa espécie de guru do rock, imortal para toda nova geração. Por trás do mistério de suas histórias e imagem há um cara que, segundo ele, era tão bom ator que fingia ser cantor e todo mundo acreditava. (Netflix)

9 – À Procura de Sugar Man (Malik Bendjelloul / Reino Unido e Suécia / 2012)

Continuando na seara musical, este é um exemplo daquilo que poderia ser facilmente confundido com um filme ficcional. A história acompanha o desconhecido cantor e compositor Sixto Rodriguez, cuja carreira rendeu um álbum e apenas o anonimato nos EUA. Bom, isso é o que se pensava, já que suas canções atravessaram o Atlântico e foram parar na África do Sul, onde fizeram Rodriguez se tornar uma lenda dos anos 60 até atualmente, do calibre de Bob Dylan na América. Tudo é meio que inacreditável nesse documentário, mas está tudo lá e merece ser conferido (de preferência, sem se informar sobre qualquer coisa antes). (Home vídeo)

10 – Elena (Petra Costa / Brasil e EUA / 2012)

Antes de ser indicada ao Oscar por Democracia em Vertigem e ser reconhecida internacionalmente por um público mais popular, Petra Costa realizou este, que lhe garantiu reconhecimento nos grandes festivais de cinema do mundo. Aqui fica claro como um documentário pode fugir do formato burocrático a serviço da abordagem pessoal da autora. O mote é a vontade de Petra em encontrar a irmã mais velha, que foi para Nova Iorque tentar a carreira de atriz. A busca vai virando uma reflexão da diretora transformada numa poesia visual que tenta traduzir os sentimentos familiares, a saudade e as dores da ausência. (Netflix)

11 – Como Sobreviver a Uma Praga (David France / EUA / 2012)

Comovente retrato sobre a luta da comunidade LGBT, através dos movimentos TAG e Act Up (cujo braço francês rendeu o ótimo longa ficcional 120 Batimentos Por Minuto), contra o auge da epidemia da AIDS no fim dos anos 80 e começo dos 90. Fora as campanhas incansáveis para pressionar as farmacêuticas a investir em pesquisas e fazer com que os tratamentos estivessem ao alcance de todos, o filme ainda trata sobre o preconceito na imagem monstruosa que se fez dos homossexuais, mais um obstáculo além de um diagnóstico que, à época, era uma sentença de morte (Home vídeo)

12 – Blackfish (Gabriela Cowperthwaite / EUA / 2013)

Talvez o Seaworld nunca mais tenha o mesmo encanto depois desse documentário. Gabriela Cowperthwaite aproveita os três incidentes fatais envolvendo a orca Tilikum para mostrar como esses animais complexos e inteligentes são separados das crias para passar a vida em tanques fechados e se apresentar regularmente em um dos maiores parques aquáticos do mundo. (Google Play, iTunes e Looke)

13 – Uma Passagem Para Mário (Eric Laurence / Brasil / 2013)

Infelizmente desconhecido por grande parte do público, essa homenagem de Eric Laurence para o amigo Mário Duque é uma das coisas mais sensíveis que vi nessa década. A intenção de fazer uma viagem para o deserto do Atacama, no Chile, ganha uma urgência maior por causa do câncer do amigo. Esse talvez tenha um dos finais mais bonitos que já vi em um documentário. (Youtube)

14 – O Peso do Silêncio (Joshua Oppenheimer / Dinamarca, Finlândia, Noruega, Indonésia e Reino Unido / 2014)

Continuação do igualmente excelente O Ato de Matar, no qual os perpetradores do massacre da Indonésia nos anos 60 reencenam as execuções que praticaram, este vai em busca de sobrevivente e parentes das vítimas, muitas delas vivendo perto dos assassinos até hoje. O diretor Joshua Oppenheimer coloca os dois lados frente a frente e o resultado é uma série de confrontos marcados pelo trauma que poucas obras ficcionais conseguiriam reproduzir com atores. (Home vídeo)

15 – O Sal da Terra (Wim Wenders e Juliano Salgado / Brasil, França e Itália / 2014)

Sebastião Salgado fotografa como ninguém. Não é só uma constatação de teor técnico, mas um reconhecimento do poder das imagens que registrou ao longo de sua carreira. Dedicado a se posicionar acerca da desigualdade no mundo, elas têm a beleza estética e a força simbólica que faz qualquer um pensar sobre seu papel por aqui. Dirigido pelo filho, Juliano Salgado, e ninguém menos que Wim Wenders (Paris, Texas, Asas do Desejo, Buena Vista Social Club, Pina), O Sal da Terra é mais um documentário marcante sobre um brasileiro. (Net e Looke)

16 – Virunga (Orlando von Einsiedel / República do Congo e Reino Unido / 2014)

Em meio a conflitos constantes entre milícias, guerras civis, empresas de petróleo e desastres naturais, o filme foca na luta dos guardas florestais para defender o que restou dos gorilas da montanha, no Parque Nacional de Virunga (República Democrática do Congo). (Netflix)

17 – Cartel Land (Matthew Heineman / EUA / 2015)

Não é incomum que a essa altura o público já tenha visto vários filmes que tratam do narcotráfico e dos nomes mais famosos relacionados a ele. O que diferencia esse dos outros são as tramas paralelas, igualmente complexas, entre um médico mexicano que resolve iniciar uma revolta popular armada contra os carteis e um americano paramilitar na fronteira com os EUA tentando impedir a entrada de drogas no país. É aquela coisa: quanto mais parece mentira, mais o impacto é real. (iTunes)

18 – Citizenfour (Laura Poitras / Alemanha, EUA e Reino Unido / 2014)

Esse mostra os bastidores de um dos momentos mais marcantes da década: o escândalo de espionagem da NSA (Agência de Segurança Nacional), que acabou iniciando uma nova era de debate sobre privacidade vs segurança. O ponto de vista privilegiado é o do jornalista Glenn Greenwald (este mesmo que está famoso agora no Brasil), o repórter Ewan MacAskill e a diretora Laura Poitras – que, inclusive, foi a que recebeu de Edward Snowden, um ex-analista de sistemas da CIA e antigo empregado da NSA, uma mensagem encriptada cujo conteúdo revelava um amplo sistema de vigilância extremamente invasivo e global. (Home vídeo)

19 – Alive Inside (Michael Rossato-Bennett / EUA / 2014)

Dan Cohen, por meio da organização sem fins lucrativos Música e Memória, é um dos defensores de que a música pode ser usada como um dos tratamentos para diversas doenças mentais, como o Alzheimer. Com a participação do neurologista Oliver Sacks (Robin Williams interpretou um médico baseado nele em Tempo de Despertar, de 1990), o filme acompanha as reações dos pacientes idosos quando entram em contato com canções de sua juventude em um Ipod. Poucas coisas são mais incríveis de ser ver do que um rosto perdido no esquecimento que mal conseguia manter um diálogo se iluminando de repente e voltando à vida por causa de uma música. (iTunes)

20 – Icarus (Bryan Fogel / EUA / 2017)

O último da lista é também um dos mais inacreditáveis. Aquele tipo de história que se encaixa naquilo de ter tantas reviravoltas que só podia ter saído da mente de um roteirista inspirado. Fogel é um ciclista amador que, diante da incapacidade de obter os resultados dos profissionais, decide testar em si mesmo substâncias proibidas que aumentam o desempenho. Para isso ele entra em contato com Grigory Rodchenkov, diretor do laboratório nacional de antidoping da Rússia, que acaba revelando informações que culminaram no escândalo de atletismo do país nas Olimpíadas de 2016. (Netflix)

Pra evidenciar ainda mais meu gosto pelo gênero, ainda separei mais 21 títulos excelentes que “sobraram” na hora da lista principal.

Os biográficos (ou em parte):

Pearl Jam Twenty (Cameron Crowe / EUA / 2011)Home vídeo

Cameron Crowe (Jerry Maguire, Quase Famosos, Vanilla Sky, Compramos um Zoológico) dirige a história da banda grunge nos 20 anos do álbum Ten.

José e Pilar (Miguel Gonçalves Mendes / Brasil, Espanha e Portugal / 2010) – iTunes

Dia-a-dia na relação entre José Saramago e a jornalista Pilar Del Río.

Liv & Ingmar (Dheeraj Akolkar / Índia, Noruega e Reino Unido / 2012) – Home vídeo

A bela história de Ingmar Bergman e sua musa Liv Ulmann. Percorre boa parte da carreira do lendário cineasta e também dedica tempo à atriz com quem foi casado durante anos.

Varda by Agnes (Agnès Varda / França / 2019) – iTunes e Google Play

O último filme de Agnes Varda por ela mesma. A diretora francesa, umas das pioneiras da Nouvelle Vague, reflete sobre a carreira e ainda brinca com a linguagem cinematográfica.

Cássia (Paulo Henrique Fontenelle / Brasil / 2014) – Home vídeo

Biografia dirigida por Paulo Fontenelle (Jango, Loki) da cantora Cássia Eller. Além de percorrer a vida e música, tem relevância ao tocar em questões importantes e atuais.

Eu Sou Ingrid Bergman (Stig Björkman / Suécia / 2015) – Home vídeo

A trajetória de uma das grandes estrelas da Era de Ouro de Hollywood. Fora a carreira marcante, entra nos aspectos pessoais para revelar uma artista impressionante.

Be Here Now: The Andy Whitfield Story (Lilibet Foster / EUA e Austrália / 2015) – Netflix

História do ator Andy Whitfield, conhecido por interpretar Spartacus na famosa série de mesmo nome.

Kate Plays Christine (Robert Greene / EUA / 2016) – Home vídeo

A preparação da atriz Kaye Lyn Sheil para interpretar a jornalista Christine Chubbuck, que cometeu suicídio ao vivo em 1974. Há também um ótimo filme ficcional protagonizado por Rebecca Hall chamado Christine. A história parece banal, mas vai bem mais fundo ao entrar nos conflitos entre ficção e realidade.

Saída Pela Loja de Presentes (Banksy / EUA / 2010) – Home vídeo

A história do imigrante francês, Thierry Guetta, e sua obsessão pela arte de rua, incluindo o graffiti.

Os de cunho social/político e de denúncia:

Trabalho Interno (Charles Ferguson / EUA / 2010) – Google Play, Claro e iTunes

Sobre a crise econômica de 2008. O tema pode assustar um pouco quem não manja muito de economia (como quem vos escreve), mas a linguagem do documentário vai tornando o assunto mais palatável.

Cinco Câmeras Quebradas (Emad Burnat e Guy Davidi / França, Holanda, Israel e Palestina / 2011) – Home vídeo

Registro feito pelos locais sobre o confronto causado pela construção de um muro em uma cidade da Cisjordânia pelo governo israelense.

A Guerra Invisível (Kirby Dick / EUA / 2012) – Home vídeo

Denúncia sobre o alto número de casos de assédio e estupro contra mulheres no exército americano e como eles foram constantemente varridos para debaixo do tapete.

Central Park Five: A Verdadeira História Por Trás do Crime (David McMahon, Ken Burns e Sarah Burns / EUA / 2012) – Home vídeo

Sobre os cinco do Central Park, retratados também na premiada série da Netflix, Olhos Que Condenam.

Minha Máxima Culpa: Silêncio na Casa de Deus (Alex Gibney / EUA / 2012) – Home vídeo

Denúncia sobre os casos de pedofilia acobertados na Igreja Católica.

Ilegal (Raphael Erichsen e Tarso Araújo / Brasil / 2014) – Google Play e iTunes

Mostra os efeitos benéficos da maconha no tratamento de doenças graves aqui no Brasil.

Autism In Love (Matt Fuller / EUA / 2015) – Home vídeo

Quatro adultos com autismo em busca de viverem relacionamentos amorosos.

Eu Não Sou Seu Negro (Raoul Peck / EUA / 2016) – Google Play e iTunes

Acompanha o ativista e romancista James Baldwin durante os movimentos de direitos civis nos anos 70. Só pela eloquência e qualidade de suas reflexões já valeria a menção.

A 13ª Emenda (Ava DuVernay / EUA / 2016) – Netflix

Um estudo sobre a relação entre a segregação racial nos EUA e o crescimento do sistema prisional. Dirigido por Ava DuVernay, de Olhos Que Condenam.

For Sama (Waad Al-Khateab e Edward Watts / Reino Unido / 2019) – ainda sem previsão de lançamento no Brasil

A impactante história de Al-Khateab, uma mãe no cerco de Aleppo, na Síria, durante a guerra civil no país. Importante dar o aviso de que o documentário é extremamente gráfico.

Os que falam sobre cinema:

Senhoras e Senhores: Corte Final (György Pálfi / Hungria / 2012) – Home vídeo

O cineasta húngaro György Pálfi constrói a grande história do amor unicamente através da montagem de uma série de cenas de clássicos do cinema mundial. Um exercício de linguagem surpreendentemente tocante (vindo de um diretor conhecido por filmes gráficos e polêmicos, como Taxidermia).

78/52: Hitchcock’s Shower Scene (Alexandre O. Philippe / EUA / 2017) – Home vídeo

Um documentário dedicado à montagem (e outras análises) da icônica cena do chuveiro em Psicose, de Alfred Hitchcock. Quando o autor é um mestre, bastam pouco menos de 3 minutos para entrar na história.


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